junho 05, 2013

Financiar ou Alugar?


Dia desses, durante uma conversa de almoço no meio da semana, entrei em uma discussão entre o que seria mais vantajoso: Financiar um imóvel ou Alugá-lo?

Prevalece o conceito, principalmente no Brasil, que o aluguel é ruim e o grande negócio é financiar a casa própria, pois um dia ela será sua. Minha discussão no almoço era: Será?

Se formos questionar aos representantes do mercado imobiliário eles serão enfáticos em apontar os malefícios proporcionados por aluguéis. Ouvimos muito que alugar um imóvel em vez de comprá-lo financiado é sinônimo de rasgar dinheiro.

Como não existe verdade absoluta e nem sempre a sabedoria popular esta correta, eu novamente provoco a discussão: Será?

Considerando a cidade de São Paulo, onde o aluguel de um imóvel representa 0,4% (média para a cidade de SP) de seu valor total. Enquanto que a taxa de juros cobrada em financiamentos de imóveis é de aprox.. 0,76% ao mês (média). Se nos basearmos somente nestes números já podemos dizer que o aluguel ganha de lavada. Mas, vamos as contas:

Lembrando que em toda transação há um custo de oportunidade, que seria o ganho em utilizar o montante financeiro em outra transação, por exemplo, um investimento ou uma compra de um outro bem. Este tipo de análise é sempre subjetiva, pois leva em conta a satisfação pessoal do individuo na aquisição ou utilização daquele recurso. Ou seja, gastar um montante em uma viagem pode ser mais vantajoso do que comprar um carro. Se vc já tiver um carro com o qual esta satisfeito. Quer dizer que depende de quem esta fazendo a análise. É possível calcular o custo de oportunidade, mas para este exemplo, não será necessário.

Voltando aos cálculos: Imaginem um imóvel de R$500.000,00, onde daremos 20% de entrada e o saldo será parcelado em 360 meses. Utilizando os exemplos de taxas acima, Teremos:


Financiamento:

Parcela Média mensal de R$ 2.448,15 no sistema SAC, com parcela inicial de R$ 3.777,78


Aluguel:

Parcela de R$2.000,00 p/mês.


Após 30 anos, o valor das parcelas somado aos R$100.000,00 de entrada totaliza R$ 981.333,82.


Utilizando estes números, vamos considerar um investimento de baixo risco como a Poupança (0,5%a.m.): Investimos os R$100.000,00 de entrada e mensalmente fazemos aportes com a diferença entre o valor das parcelas o aluguel, sendo a média aprox.. de R$ 1.266,10. O valor final acumulado, pasmem, pode chegar no final do período de 30 anos em aproximadamente R$1.741.719,52.

Este calculo nos faz pensar qual de fato é a melhor decisão. Comprar financiado ou alugar a longo prazo? Claro que o aluguel sofre correções, que não considerei no cálculo, mas um imóvel deve passar sempre por reformas de manutenção, e quando forem de estrutura e benfeitorias são de responsabilidade do proprietário sempre.
A decisão fica sempre a cargo do interessado e é neste momento que entra o custo de oportunidade que expliquei acima. De acordo com sua cultura, suas crenças, sua educação e sua disciplina, a melhor escolha para vc será...? Aquela que vc achar melhor, claro...


Boa semana....

abril 30, 2013

Ao negociar um novo emprego, evite a armadilha de fazer leilão

Priscila Dadona

30/04/13 14:09

"Fazer leilão é dar um tiro no pé", diz coordenadora de recursos humanos da Crowe Horwath Brasil

Especialistas em recursos humanos mostram que é possível fazer uma mudança sem fechar portas no antigo trabalho.

Um executivo estava insatisfeito com seu trabalho e procurou uma empresa de headhunter para uma nova colocação. A consultoria de recursos humanos prontamente o colocou num processo seletivo, já que ele considerava que na sua atual empresa não havia mais futuro.

Na fase final de toda a contratação, que durou cerca de três meses, o profissional titubeou e pediu umtempo para pensar e acabou rejeitando a oferta afirmando que havia recebido do seu atual trabalho uma contraproposta.

Após 30 dias deste episódio, ele foi desligado porque a empresa não acreditava mais em sua motivação.

A história, verdadeira, foi contada por Irina Bezzan, gerente e headhunter da Morson International-CPIM do Brasil, para demonstrar o que um profissional não deve fazer quando está insatisfeito e procura uma nova colocação: ou seja um leilão.

"Cuidado com esta posição de contraproposta que pode às vezes não ser tão positiva", diz.

Para a consultora Lucila Yanaguita, da Search em Recursos Humanos, muitas vezes o próprio profissional se coloca nesta armadilha. "É sempre bom conhecer qual sua real motivação para mudar de emprego".

Entre os pontos que devem ser analisados, segundo Lucila, estão a ascensão de cargo, novos conhecimentos, se os valores e a cultura da nova companhia são compatíveis com seus e, por último a remuneração. "Importante é analisar o que vai ganhar ou perder".

A análise do próprio profissional deve vir da internet, do balanço anual da empresa e até de ex-funcionários. Para Lucila, é preciso tomar cuidado com as contrapropostas para não ficar tentado a ficar e ouvir promessas de promoção "Tem que tomar uma decisão menos emocional e mais racional".

Segundo Rosana Marques, coordenadora de recursos humanos da Crowe Horwath Brasil, do lado das empresas também existe uma complicação quando há o leilão. "É ruim porque o primeiro vínculo a ser respeitado é o da confiança, se não confio mais quebrou este vinculo."

O ponto crucial num processo de insatisfação e consequente mudança é a transparência, diz Lucila. "Ter uma boa conversa com o gestor ajuda." No entanto, há casos em que nem a empresa e nem o superior concedem esta abertura.

Irina diz que mudanças baseadas em decisões afoitas ou de ansiedade também são um perigo para um final feliz.

"Tem gente que quer mudar de emprego, contrata um coach ou uma empresa de recursos humanos e encontra uma nova proposta. Na hora em que tem a oportunidade real na mão usa esta oferta como moeda de troca na empresa. Na verdade ele não quer mudar de emprego só quer ganhar mais", afirma.

Caso de sucesso

Leonardo Letelier, CEO da SITAWI - Finanças do Bem fez a lição de casa. Como consultor em uma grande empresa, Letelier estava insatisfeito e descobriu que precisava colocar mais significado em sua vida profissional.

Em vez de buscar trocar de emprego e/ou ficar negociando salário, abriu sua própria organização social. "Saí para fazer algo mais satisfatório e até para ganhar menos. O critério financeiro sozinho é um péssimo conselheiro. Estou feliz com a minha decisão".



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fevereiro 20, 2013